Absorta em pensamentos, grita. Grita para dentro da alma.
Alma lavada, calada. É preciso sacudir a alma, fazê-la sair, ganhar o mundo.
Sua alma, coitada, não tem para onde ir, desamparada.
Abandonada nas escadas do metrô, sente a dor de morrer em vida.
Já não é mais quem pensava ser e, com vertigem, já não sabe por onde sua alma escapuliu, fugiu, correu de si. Pobre coitada: precisava botar a alma pra fora.